Aprender vem de ad (junto de alguém ou algo) e praehendere (tentar prender, agarrar, pegar). Ensinar tem sua origem também no latim, ensignare, que significa colocar signos.
Uma pessoa ensina quando transmite fatos, cultiva hábitos, treina habilidades, desenvolve competências, desperta interesse... Ensinar é mobilizar o desejo de aprender! Toda pessoa aprende na interação com o seu contexto: a aprendizagem é relação com o contexto. Quem dá significado ao que aprendemos é o contexto.
Aprender é uma tarefa complexa e requer autonomia, intencionalidade, maturidade, disciplina, além de um contexto / socioafetivo propenso a essa empreitada. É um processo de inúmeros e contínuos episódios de ordem objetiva e subjetiva, estruturados em uma dinâmica de construção do conhecimento.
Aprendemos porque somos seres inacabados. Nós, seres humanos, não só somos seres inacabados e incompletos, como temos consciência disso. Por isso precisamos aprender“com”. Aprendemos “com” porque precisamos do outro, fazemo-nos na relação com o outro, mediados pelo mundo, pela realidade em que vivemos.
Pichon-Riviére (1995) diz que família é a estrutura social básica e o primeiro núcleo de construção de um sujeito. Como estrutura básica, a família tem papel determinante no desempenho do papel de aprendiz de uma criança.
Em alemão, educar significa cuidar, acolher. A educação é necessária para a sobrevivência do ser humano. Para que ele não precise inventar tudo de novo, necessita apropriar-se da cultura, do que a humanidade já produziu. Educar é também aproximar o ser humano do que a humanidade já produziu.
Em nossa escola, os conteúdos escolares, sejam eles conceituais, procedimentais ou atitudinais, são trabalhados de forma que o aluno possa construir significados, apoiados em metodologias oportunizadoras. A capacidade de aprender é a expressão máxima da competência e da autonomia cognitiva e moral.
O que se pretende com essa proposta é uma formação cidadã em que os alunos (re) criem a cultura compartilhando as produções científicas, técnicas e artísticas. As seguintes questões são privilegiadas:
- desenvolvimento cognitivo: conhecimento conceitual, raciocínio e capacidade de decisão e as habilidades de linguagem e representação.
- desenvolvimento moral: valores e crenças.
- desenvolvimento socioafetivo: auto-estima, empatia e relações interpessoais.
As interações desses três domínios são responsáveis pelas formas de organização do pensamento e das ações.
Toda aprendizagem, assim, é resultado da parceria essencial entre família e escola, que produzem movimentos favoráveis em termos de desenvolvimento de crianças e jovens.